O Tabuleiro Politico

Ditador venezuelano estende chamada para milicianos e civis nesta sexta e sábado, alegando defesa da pátria enquanto regime chavista agoniza

Nicolás Maduro anunciou a extensão do alistamento militar para esta sexta-feira (29) e sábado (30 de agosto de 2025), convocando milicianos, reservistas e todos os cidadãos que “amam a pátria” a se juntarem às fileiras da Milícia Bolivariana. Em suas redes sociais, Maduro invoca o legado de Hugo Chávez e Simón Bolívar para justificar a mobilização, prometendo “gozo perpétuo da segurança e liberdade”. Contudo, essa convocação surge após o fracasso retumbante da primeira fase, nos dias 23 e 24 de agosto, revelando a fraqueza do regime chavista e sua dependência de narrativas vazias para sustentar o poder.

O Discurso e a Retórica Bolivariana

Em vídeo publicado na rede social Instagram, Maduro declara: “Sexta e sábado será um grande dia de alistamento de todos os cidadãos que amam este país como eu disse nosso comandante Hugo Chávez”. Ele prossegue citando Bolívar, chamando para uma “fusão militar bastante popular” e apelando a “todos os milicianos e milicianos, para todas as pessoas que lutam, a todos os reservistas e especialmente para todos os homens e mulheres de um pé que amo essa pátria”. A linguagem, repleta de referências históricas e apelos patrióticos, ecoa a doutrinação chavista, mas ignora a realidade de uma Venezuela arrasada pela hiperinflação, fome e repressão. Maduro, que se autodenomina guardião da revolução, usa essa convocação para mascarar a crise interna, exacerbada pela tensão com os EUA após o envio de navios de guerra ao Caribe.

Fracasso da Primeira Convocação e a Extensão Oportunista

A primeira jornada de alistamento, convocada para 23 e 24 de agosto, resultou em fileiras vazias. Diante do fiasco, Maduro anunciou a prorrogação para 29 e 30 de agosto, ordenando a continuação da “convocação heroica” para “defender nosso direito à paz”. Maduro classificou a adesão inicial como um sucesso, mas relatos independentes apontam o contrário: poucos voluntários compareceram, refletindo o descontentamento popular com um regime que prioriza milícias sobre o bem-estar social.

Nas redes sociais, a reação foi de ceticismo. No Instagram, uma postagem do Correio Braziliense em 25 de agosto mostrou venezuelanos atendendo ao chamado, mas comentários como os de @colunistarossi no Threads, há oito dias, alertavam para a convocação como uma medida desesperada. Usuários no X, embora escassos nas buscas recentes, ecoam críticas semelhantes, chamando a mobilização de “teatro armado” para distrair da crise econômica. A convocação inclui funcionários públicos, donas de casa e aposentados, mas analistas veem nisso uma coerção velada, forçando participação sob ameaça de retaliações.

O Contexto de Tensão com os EUA e a Hipocrisia Chavista

Essa nova fase de alistamento ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, onde o governo Trump designou o Cartel de los Soles – supostamente ligado a Maduro – como organização terrorista. O ditador, enfrentando uma recompensa de US$ 50 milhões por narcoterrorismo, usa a ameaça externa para justificar a militarização civil. Como reportado pelo Estadão há uma hora, Trump visa pressionar o regime, mas Maduro responde com apelos a 4,5 milhões de milicianos, ignorando que sua “defesa da democracia” é uma farsa, com eleições fraudadas e violações de direitos humanos documentadas pela ONU.

A estratégia remete à essência do esquerdismo latino-americano, que, como denunciava Olavo de Carvalho, recorre ao populismo armado para perpetuar ditaduras disfarçadas de revoluções. Maduro, herdeiro de Chávez, convoca uma “fusão militar popular” enquanto o povo sofre com escassez de alimentos e medicamentos. A Milícia Bolivariana, integrada às Forças Armadas, serve mais como instrumento de controle interno do que de defesa nacional, uma tática para suprimir dissidência sob o pretexto de patriotismo.

O Impacto na Sociedade Venezuelana

Milhares de venezuelanos, coagidos ou iludidos pela propaganda, podem atender ao chamado, mas o êxodo massivo – mais de 7 milhões fugiram do país – evidencia o fracasso do modelo chavista. Relatos da Brasil de Fato em 25 de agosto mostram voluntários se alistando “frente a ameaças dos EUA”, mas a realidade é que o regime usa essa mobilização para projetar força, enquanto colapsa internamente. A convocação de Maduro, estendida após o insucesso inicial, é um sinal de desespero, como frisado pela InfoMoney seis dias atrás, que destacou o “avanco insolente dos EUA” como pretexto para o alistamento em massa.

Uma Convocação Vazia em um Regime Falido

A convocação de Maduro para alistamento militar nesta sexta e sábado não passa de uma encenação para sustentar um regime agonizante. Invocando Bolívar e Chávez, o ditador tenta unir uma nação dividida, mas ignora que a verdadeira ameaça à Venezuela é o chavismo em si. Enquanto clama por “segurança e liberdade”, Maduro perpetua a opressão, usando milícias como escudo contra o colapso inevitável. A comunidade internacional deve rejeitar essa farsa e apoiar a restauração da verdadeira democracia na Venezuela.

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