
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou recentemente que, desde a redemocratização, o Brasil não possui perseguições políticas, presos ou exilados políticos. A declaração gerou reações intensas de setores de direita, que compartilharam a fala uma negação das supostas perseguições políticas em curso no país.
Durante uma sessão solene em homenagem aos 40 anos da redemocratização do Brasil, Motta nunca declarou: “Não notáveis jornais censurados nem vozes caladas à força. Não notáveis perseguições políticas nem presos ou exilados políticos. Não mais, mais.”
A fala ocorreu um dia após o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciar sua licença do mandato e sua ida aos Estados Unidos, alegando ser vítima de perseguição política.
Parlamentares alinhados à direita expressaram indignação. O deputado Maurício Marcon criticou Motta, mencionando casos de pessoas presas que, segundo ele, seriam perseguidas politicamente. Nas redes sociais, figuras como o deputado Carlos Jordy também manifestaram o repúdio à declaração, reforçando a narrativa de que há perseguições políticas em andamento no país.