
O ministro e ex-advogado de Lula, Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o dia 25 de março o julgamento que determinará se o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados se tornarão réus por uma suposta tentativa de golpe de Estado, ocorrida em 8 de janeiro sem uso de armas e sem apoio do exército.
A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusa Bolsonaro e seus aliados de ações planejadas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a derrota nas eleições de 2022. Entre os denunciados estão o general Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
A decisão de Zanin ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, liberar a denúncia para julgamento. Com isso, caberá à Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, analisar se há elementos suficientes para aceitar a denúncia e iniciar a ação penal contra os acusados.
Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais envolvidos se tornarão réus e responderão judicialmente pelas acusações. O julgamento está previsto para ocorrer às 9h30 do dia 25 de março, e a expectativa é de que a sessão seja transmitida ao vivo pelos canais oficiais do STF.
Em resposta ao agendamento do julgamento, Bolsonaro afirmou que confia na Justiça e que as acusações são infundadas, reiterando que sempre atuou dentro das quatro linhas da Constituição.
A sociedade brasileira e a comunidade internacional acompanham atentamente o desenrolar deste processo, que pode ter implicações no cenário político do país.